29-01

 

1999

26/04 – Lançamento do Correio da Educação, distribuído em todas as escolas do país.
Maio – Reforma do Ensino Secundário, sob a direção da Secretária de Estado, Ana Benavente, prevendo-se os agrupamentos e os contratos de autonomia.
Maio – O CE acompanha a luta dos professores não contratados pelo direito ao subsídio de desemprego.
Junho – Debate sobre os Contratos de Autonomia que o governo socialista pretende implementar.
04/10 – O CE analisa os programas educativos dos diversos partidos candidatos às Eleições Legislativas de 99, ganhas pelo PS de António Guterres.
25/10 – Eduardo Marçal Grilo passa a pasta do Ministério da Educação a Guilherme de Oliveira Martins.
Outubro – 20 000 professores no desemprego devido à não colocação no concurso.

2000

10/01 – A Inspeção Geral da Educação anuncia um processo de avaliação de todas as escolas de todos os níveis de ensino até 2006.
28/02 – Segundo uma empresa de encontros amorosos, um em cada trinta dos seus clientes é professor(a), sendo esta classe profissional uma das mais afetadas pela solidão.
08/05 – O Decreto-Lei n.º 67/2000, que consagra a atribuição de subsídios aos professores que se encontrem desempregados, entra em vigor.
22/05 – Estudantes do Secundário ocupam as ruas, contra as aulas de 90 minutos, “o numerus clausus” e o 13.º ano.
14/09 – Augusto Santos Silva torna-se o novo Ministro da Educação.
13/11 – Sabe-se que, no ano anterior, houve 3000 professores portugueses de baixa por problemas de saúde relacionados com a profissão.

2001

 

29/01 – Revisão do Decreto-Lei que define o regime disciplinar dos alunos. Dois anos e meio depois da sua aprovação.
12/02 – O Governo quer aumentar a escolaridade obrigatória do 9.º para o 12.º ano.
11/06 – Anuncia-se a implementação das aulas de 90 minutos e novas regras de avaliação no novo ano letivo.
25/06 – A OCDE critica o envelhecimento do corpo docente português, descrevendo-o como uma “bomba-relógio”.
03/07 – Júlio Pedrosa é nomeado Ministro da Educação.
10/12 – O Estudo PISA aponta um desempenho médio modesto dos alunos portugueses de 15 anos a literatura, matemática e ciências.

2002
04/02 – O CNE quer que os docentes sejam equiparados a autoridades públicas quando vítimas de crimes e agressões no desempenho das suas funções.
06/04 – David Justino é o Ministro da Educação do Governo PSD/CDS.
29/04 – O Ministério da Educação pondera a Gestão Flexível de Currículo e diminuir a carga horária para 25 horas semanais.
20/05 – Um inquérito da FNE indica que nove em cada dez docentes acredita que a disciplina aumentou nos últimos dez anos.

03/06 – Patricia Amos, a mãe inglesa detida por as suas filhas faltarem às aulas, considera que mereceu ser presa.
14/10 – Grande polémica em torno da questão do ranking das escolas.

2003
13/01 – Pelo Despacho 49/2002, a Secretária de Estado da Educação proíbe os alunos com menos de 18 anos de frequentarem o Ensino Recorrente.
17/02 – Parecer do CNE sobre as propostas do Ministério para o Ensino Secundário.

24/02 – Kofi Annan e a UNESCO lançam a Década da Literacia das Nações Unidas, a fim de baixar os elevados índices mundiais de iliteracia.
17/03 – O Ministro da Educação pretende disponibilizar um guia das escolas, com resultados de exames, taxas de abandono e outras informações.


2004
15/03 – O Ministro da Educação anuncia a intenção de criar provas nacionais no 6.º ano e provavelmente no 4.º ano.
17/07 – Maria do Carmo Seabra é a nova ministra da educação do Governo Santana Lopes.
20/09 – Reporta-se um aumento da violência contra professores em 40 por cento.
11/10 – Os rankings de resultados de exames do jornal Público voltam a dar liderança às escolas privadas.
01/11 – Maria do Carmo Seabra rejeita responsabilidades nos atrasos da colocação de professores.

2005
17/01 – Regista-se que as escolas secundárias portuguesas estão a perder 11 mil alunos por ano.
31/01 – Ministério da Educação lança Plano Nacional de Leitura.
14/02 – Escola da Ponte assina contrato de autonomia.

12/03 – Maria de Lurdes Rodrigues torna-se ministra da Educação.
16/05 – Os resultados das provas de aferição de 2004 ficam abaixo do previsto.

2006
16/01 – O Ministério da Educação lança o Boletim dos Professores.
06/03 – Aulas de substituição passam a ser obrigatórias no Ensino Secundário.
08/05 – O Tribunal de Contas da União Europeia critica Portugal pela falta de uma estratégia de combate ao abandono escolar.
29/05 – António Nóvoa afirma, num discurso à Assembleia da República, que o mal da sociedade portuguesa é a desvalorização da cultura escolar.
11/09 – O ministério propõe dois níveis de carreira docente: o professor e o professor titular.

2007
17/01 – É lançado o programa do Parque Escolar para renovação do património das escolas.
25/01 – É entregue uma petição na Assembleia da República contra a implementação da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário.

 

11/12 – É instituída a figura do diretor de escola para passar a gerir as escolas.

2008
08/03 – Marcha da Indignação junta cerca de 80 mil docentes em Lisboa em protesto contra as políticas educativas.
20/05 – O inglês passa a ser obrigatório para os alunos do 1.º ciclo.
16/11 – É aplicado o novo Estatuto do Aluno que revê a questão das faltas injustificadas.

2009
16/04 – O ME propõe novo concurso para professor titular e melhorias na carreira docente.
28/08 – Os pais dividem-se quanto ao alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos, cujo diploma foi promulgado pelo Presidente da República.

26/10 – Isabel Alçada é ministra da Educação.
24/11 – Os professores portugueses são os que mais pedem formação profissional no contexto da OCDE.
22/12 – Isabel Alçada anuncia que o 3.º ciclo do Ensino Básico terá um novo currículo.

2010
08/09 – Duzentos e cinquenta mil computadores MG2 – um portátil ultraleve que substitui o “Magalhães” – começam a ser distribuídos a alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico e a docentes, no âmbito da iniciativa e.escolinha, que custou 50 milhões de euros.
21/10 – Segundo o CNE, apenas três em cada dez alunos terminam o Secundário sem nunca terem chumbado um ano.
31/05 – Escolaridade média dos portugueses é a segunda pior da OCDE.

29/12 – A partir de janeiro, o orçamento de funcionamento das escolas do Ensino Básico e Secundário é reduzido em 5,5 por cento.


2011
07/02 – Segundo a FENPROF, mais de 30 mil postos de trabalho deverão ser eliminados nas escolas no ano letivo seguinte devido aos mega-agrupamentos, às alterações curriculares e à organização do ano escolar.
23/03 – A ministra da Educação confirma que vão encerrar 420 escolas do 1.º ciclo no ano letivo seguinte.

21/06 – Pedro Passos Coelho nomeia Nuno Crato ministro da Educação.
24/10 – É divulgada a proposta inicial de alteração do Estatuto da Carreira Docente.
20/12 – O Governo quer punir pais por mau comportamento dos filhos na escola.

2012
22/02 – As novas regras para a avaliação dos professores entram em vigor após a sua publicação.
27/03 – Nuno Crato afirma que no próximo ano letivo já haverá provas no 4.º ano.
25/05 – Governo lança prémio para melhores escolas do país e melhores projetos educativos.
26/06 – Metade dos professores portugueses sofre de stresse, ansiedade e exaustão.
29/10 – Estudo indica que um aluno na escola pública custa 4415 euros. No privado chega aos 4522.



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10-12

«(...) O debate atual está marcado pela preocupação de reduzir a despesa pública mas distante do problema da qualificação dos portugueses. Podemos até duvidar que os objetivos a que se referem os quatro indicadores apresentados façam ainda parte da agenda política. Podemos perguntar-nos porque não se debate como é que, com os atuais problemas financeiros, vamos conseguir concretizar a escolaridade obrigatória de 18 anos ou como vamos renovar as oportunidades de formação para os adultos.

Os dois tópicos que dominam o debate público são os da transferência da prestação do serviço público para instituições privadas e da transferência de parte da despesa de educação para as famílias. Os argumentos usados sublinham que a despesa é muito elevada, sobretudo na escola pública, e que esta poderia ser reduzida com a gestão privada das escolas ou com o aumento da participação financeira das famílias. O que mais surpreende nesta discussão é a forma como são ignorados os factos, a informação disponível, o conhecimento sobre os problemas e a experiência doutros países. Mas surpreende também a ausência de discurso político sobre os grandes objetivos estratégicos da educação e a forma de os atingir na atual situação de crise económica e financeira.(...)» (Público)

 



publicado por Correio da Educação às 15:00
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30-11

Salman Khan fala sobre como e por que razão criou uma série de vídeos educativos que oferece formação curricular completa e apela a uma revolução dos métodos pedagógicos.

 



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06-11

A SIC publicou uma reportagem, na passada sexta-feira, sobre o problema dos professores sem escolas para lecionar.

 



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26-10

A professora Diane Laufenberg partilha três descobertas surpreendentes que fez sobre o ensino - incluindo a importância dos erros.

 



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23-10

As crianças portuguesas são líderes europeias no acesso à internet através de computadores portáteis e as mais velhas demonstram um dos maiores níveis de uso excessivo dessa ferramenta. Ainda assim, Portugal tem um reduzido nível de uso da internet pelas crianças e jovens, demonstrando um dos mais baixos níveis de atividades online, revela um novo relatório da EU «Kids Online» que olha para as diferenças nacionais entre 33 países europeus.
Os investigadores do projeto publicaram recomendações específicas para Portugal no sentido de reforçar a segurança online: «Visto que há um nível de relativo baixo uso e de algum risco, que os jovens portugueses são dos que mais usam a internet no quarto e que a procuram em espaços públicos fora de casa, é necessário reforçar as suas competências no sentido de diversificar as oportunidades de que tiram proveito, mas também as dos adultos em casa e fora, para estarem preparados para os apoiar caso alguma experiência online seja motivo de incómodo ou perturbação». (Ciência Hoje)



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19-10

Durante a apresentação de um novo programa de educação, o presidente de França, François Hollande defendeu que os trabalhos «devem ser feitos na escola e não em casa». E justificou que assim se quer pôr fim a algumas desigualdades educacionais, já que nem todos os pais têm a mesma disponibilidade e instrução para apoiar os filhos nas tarefas propostas pelos professores.
A medida de Hollande não é inédita e até está legalmente instituída em França desde 1956, apesar de nunca ter sido aplicada. Da mesma forma, desde 2001 que o ministério da Educação belga proibiu os trabalhos de casa até aos oito anos e reduziu-os a 20 minutos por dia nos anos seguintes até um máximo de meia hora para os mais velhos. (Público)



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12-10

O escritor norte-americano Dave Eggers aborda a importância do ensino da escrita para o fomento do sucesso educativo.

 



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02-10


A capacidade de nos adaptarmos a uma realidade diferente, de construirmos a nossa história como seres únicos bem como de alargarmos as nossas raízes culturais está diretamente ligada à aprendizagem e à memória. Por exemplo, para aprender uma nova língua, um novo desporto ou uma nova forma de pensar os nossos neurónios estão a reorganizar-se. Estão a produzir mais, menos ou diferentes neurotransmissores e a alterar ligações a outros neurónios. Aprender implica a passagem de memórias de curto-prazo para longo-prazo, isto porque as memórias são instáveis! Cada vez que recordamos como se diz “olá” em mandarim forma-se uma memória diferente, há uma reconstrução. (Continua)


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28-09

O professor José Pacheco fala das TIC na educação e dos desafios do trabalho docente numa breve entrevista no Brasil.

 

 



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